segunda-feira, outubro 16, 2006

Almas

Almas perdidas
De coração em apodrecimento,
Almas perdidas de corações em apodrecimento.
E quebrados por falso sentimento.
Os corações destroçados fazem parte de um céu,
De sonho,
Onde a vida não é vida e a escuridão é um tormento.

Raios de luz que andam desorientados que afastam o meu ser
Do meu pensamento,
A inspiração não volta iluminar o meu pensamento
Mas nem tudo o que ele continha vem para atormentar o meu rosto,
Mas não é teu amor que volta, pois esse já está morto.

As metes esquecidas num tempo sem contagem
(em que o tempo é absortamente uma miragem).
Inconstante se sente os meus pensamentos amargurados,
Já não me atrai o que era tão amado.

Absolutamente certo o céu que se abre sobre a minha cabeça
E desenraíza a tua imagem do meu inconsciente coração.
Afinal, assim sem ti já não existo,
Apago-me e a minha vida nem sequer é recordação.

Digo adeus para nunca mais voltar a ti
De ti quero é distância do meu pensamento,
Já não ocupas mais as feridas que abriste,
Embora ainda lá estejam
Pois não consigo destruí-las, embora saiba que nem existam.

Penso apenas do apodrecimento que deixaste em meu coração
Mas penso até isso esqueço, ou tentarei,
Magoaste-me bastante, não digo que não, mas não sinto, não a ti,
Foste passado, não és o futuro porque o meu desejo é em vão.

1 comentário:

Anónimo disse...

muito bonito...
bjx